sábado, 19 de dezembro de 2009

Ereípia

.:Pontus:.



Surpreendentemente meus olhos não estavam a me enganar, era aquele senhor que vinha em minha direção segurando minha esfera cristalina. Como ele consguira me encontrar? Ao que me pareceu, ele era cego!
Não tive tempo de perguntar seu nome, ele chegou com a insignia e a comprimiu contra minhas mãos. Seu olhar cinzento vago me dizia apenas para esperar, ele já estava ciente de tudo.

Engraçado como dentre tantas linguas que aprendi, a que me fora mais util e que era universal era a do olhar. Mesmo os que nada podiam ver através deles eram capazes de se comunicar, pois a alma gritava mesmo estando amordaçada. Matéria essa intrasponivel, imaterial, intangível e perpétua, mas ainda assim uma incógnita até mesmo para os hierofantes, sabios e gnósticos antigos ou cabalísticos. Segredos a parte o único que me interessava nesse momento era a identidade da nobre alma que salvara minha vida.

Tanto ocorrera no meu subconsciente que me esquecera do quanto estava ferido. O jovem que me ajudara não entendia mais nada, estava alheio ao que acontecia.
Sentindo como se uma parte de mim tivesse voltado ao lugar senti meu sangue fluir como um riacho fresco em uma tarde quente de outono.
Sem mais o senhor virou para mim e disse:

- Meu nome é Fineu meu jovem.

O jovem já não estava entendendo mais nada e disse que ia buscar ajuda. Acho que ele fugiu confuso por parecer sugado para fora de seu mundo comum e cotidiano. Mas algo me dizia que ainda iríamos nos rever.

Minha ferida foi se fechando enquanto o sangue impuro terminava de fluir filtrando minhas energias. Um pequeno objeto metálico saiu da ferida e me lembrei da dor do momento em que este simples objeto me acertara.

- Pronto. Te devia um favor, simplesmente por me trazer algo que sequer me lembrava de possuir.

- Você voltou a enchergar apenas por segurar o cristal?
- Não meu jovem, não o que você entende como enchergar. Mas sim, limpou minha visão de mundo espantando minhas harpias que cantavam doces melodias, que me consolavam e aceitando seu encanto me sentia confortável, fugindo da verdade, quando estavam na verdade devorando minha alma.

O senhor parecia aliviado de um conflito existencial intenso. Talvez estivesse abatido por um erro que a culpa não o deixava esquecer. Ainda não tenho total noção dos poderes do meu cristal.
Irônico, algo dentro de mim queria muito saber também as capacidades deste amuleto. Meu mestre me falara algo sobre o cristal como sendo o símbolo do poder das águas em suas manifestações físicas e simbólicas.

- Vamos, sente-se rapaz. Minha visão me trouxe aqui, mas vi coisas que não queria ver. Você ainda tem muito o que enfrentear meu jovem. Tempos difíceis estão chegando. Há muitos monstros a solta, mesmo não sendo como antes. Há tempos eles estão aprisionados em na forma de símbolos, analogias e metáforas. Presos apenas ao significados, mas desde que você voltou eles estão reassumindo suas formas corpóreas e você carregando a fonte da vida é uma tentação a todos eles.

- O droga, la vamos nós. - disse o felino enquanto olhava ao redor.

Fineu já estava a me levantar quando que por alguns segundos ao admirar a ruína deste templo moderno de culto a tecnologia vejo uma das paredes do edifício explodindo e um vulto enorme adentrando violentamente.

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*Pontus/pontos(grego) - mar


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Apocalupto (parte V)


.: fídi matias :.



Desperto em um lugar escuro, sem nem lembrar de ter dormido. Estou cercado pela mais densa escuridão, em um eco profundo ouço cada bater do meu coração. O silêncio é visceral, sinto como se estivesse dentro de mim mesmo, mas muito longe do meu corpo físico.
Não lembro de ter dormido...
Eis que ouço uma voz áspera e rouca, antiga e profunda como se cada palavra fosse um corte de navalha cega, vibrando dentro do meu corpo e ecoando em minha mente.

- Ola nobre humano divinamente mortal. Já admirou o mundo que você ajudou a formar?

Apesar de não poder vê-la, sinto a presença deste ser como uma grande serpente enrolada sobre mim. Tão poderosa essa presença que me desperta medos e pensamentos que nunca tivera. Me desperta o medo primitivo do mar, do desconhecido, do terror do afogamento e da destruição dos maremotos.

- Já está na hora de me emprestar teu corpo novamente, não adianta se opor. Você está fraco, eu posso te curar.

Enquanto dialogo sem falar com esse ser sinistro dentro deste ambiente negro e orgânico, profundamente infinito, penso em uma cor não sai da minha cabeça. Verde. Vejo como se fosse uma névoa verde se aglomerando e formando algo. Um olho, um enorme olho de serpente, tão verde que chega ser um pouco fluorescente.

- Está começando a se lembrar de mim? Isso continue, traga minha existência na forma que conheces. Acredite, aceite, deixe que eu faça parte de você.

Sinto sentimentos aflorando, lembranças do passado. Lembro de não possuir uma origem, também não tenho família. Me lembro da inveja, dos pobres porém felizes e humildes que encontrei em meu caminho.
Já não existe mais apenas um olho, agora este ser colossal me encara de frente. Começo a sentir uma dor na mão esquerda.

- Não! Não! Felino desgraçado!

Ao exclamar isso percebi que na voz dele tinha a minha e quando estava sendo arrastado para uma enorme boca aberta, nesse espaço sombrio, acordo. Vejo um vulto me perguntando.

- Você está bem? Você estava tendo uma convulsão.

Abrindo os olhos aos poucos vejo o gato perto da minha mão esquerda, e ela cheia de mordidas.
Ele não diz nada, mas pelo olhar percebo, ele quer que eu seja prudente. Olho para a pessoa que estava me socorrendo e vejo um bastão com asas e duas cobras entrelaçadas em suas mãos.

- Ei, o que é isso mesmo?
- Isso o quê?
- Não, ehh, nada. - Devo estar alucinando.

Por incrível que pareça vejo vindo cautelosamente, aos poucos o velho ancião que me abrigou da última vez. Ele vem trazendo algo nas mãos.

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*Fídi matias(grego) - Olho da serpente


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Complexo Epstemológico



Decartes já disse o que se tinha por dizer. Mas o que vem dai em diante?
Raciocínio lógico, o que é pensar? É apenas um ato? Ou uma cadeia de situações?
Fisicamente complexo nosso cérebro é genial, subdividido em áreas que são totalmente mutáveis e adaptáveis. Pensar é sentir? Perceber o que foi sentido? Codificar o que foi sentido? Associar o que foi sentido?

Conhecimento tão abrangente quanto a palavra pensamento, é descrito por vários de várias formas, de forma que uma tese negue a outra. Temos também o fator inteligência, que associa os dois fatores e que sem nenhum dos dois não é nada. Como um livro que só possui conhecimento bruto e uma calculadora, que de certa forma só raciocina. Mas pensar é mais que isso não?

Se não computadores já seriam considerados pensantes. A diferença. Eles não sentem.
...o que? não vêem. não tocam. não saboreiam. não cheiram. não ouvem.
Sem capacidade sensorial de nada adianta raciocinar.

Mas de que formas utilizamos isso para adquirir, absorver, formar e produzir conhecimento.
Auto conhecimento?
Como se descobre algo que só você deveria saber como descobrir?
Etapas. Raciocínio ajuda a formá-las, sendo assim ele é a base do pensamento?
Etapas.
Ver, enxergar, notar, perceber.
"Viu o filme?" "Vi!"
Olhar, avaliar, calcular, entender.
"O que achou?" "Bem sacado aquele fim, e aquela cena foi muito bem feita."
Compreender, aprofundar, desmistificar.
"Qual cena?" "A que possui uma sequência de cortes rápidos e de iluminação baixa, sempre com close ups"
Associar, analogizar, comparar, diferir.
"Porque?" "Porque ela criou uma sensação de tempo interminável, como quando você está com pressa e olha mais vezes para o relógio e para todos lugares."

O que parte depois da associação, quando se percebe que o planeta é uma célula ou que somos como formigas?
Para muitos a analogia é um dos mais altos níveis de pensamento e raciocínio. Até mesmo para tal é necessário conhecimento, precisa-se de uma base para poder realizá-la.

E quando se chega a uma verdade, verdade que é única de cada um, pois cada um sente diferente. Mas o que muda é como expressa-la, mas na verdade é uma só. O que se faz?
Quando se percebe que tudo é tudo, nada é nada, tudo é nada e nada é tudo.

Onde o negativo e o positivo não existem, sem bem nem mal. Apenas fatores compensativos opostamente obrigatórios em sua existência infinita.
Não há esclarecimento... ainda!.? ou nunca haverá.

Cogite


O Homem e a Borboleta

Uma vez eu sonhei que era uma borboleta,
voando entre as flores e arbustos do jardim.

Tudo era tão concreto e real
que em momento nenhum do meu sonho
suspeitei que a borboleta era eu
ou que eu fosse a borboleta.

Para todos os efeitos possíveis e imagináveis,
eu era, eu agia e eu realmente me sentia uma borboleta,
cumprindo o destino de uma borboleta qualquer.

De repente, eu acordei
e lá estava eu, sendo a pessoa que eu sempre fui
- ou que sempre imaginei ser.

Sei muito bem
que entre um homem e uma borboleta
há tantas diferenças fundamentais e insuperáveis
que a transformação de um no outro
é algo simplesmente impossível de acontecer no mundo real.

É por isso que, desde então,
eu nunca mais tive sossego
quanto à minha verdadeira identidade.

Pois não há nada que me permita saber,
com toda certeza e rigor,
sem nenhuma margem de dúvida,
se eu sou verdadeiramente um homem,
que um dia sonhou que era uma borboleta,
ou se eu sou uma borboleta,
sonhando que é um homem.

Chuang Tzu

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Apocalupto (parte IV)

.:Se thimamai:.

Abro os olhos. Lentamente retomo a consciência do meu corpo, sentindo uma dor lancinante e um extremo cansaço. que some de repente ao retomar a minha visão e percebo uma presença. Um pequeno ser sentado com seus olhos vermelhos como sangue me encarando.
Ele me parece familiar, é um felino. Definitivamente um gato.
Algo dentro de mim também se lembra dele, e ri debochadamente como se estivesse lembrando de uma antiga piada. Fico esperando o gato pronunciar algo, esperando ele falar. Sim, gatos não falam. Mas espero como se tivesse total certeza de que sei que ele fala, e fala muito.

-Perdido no mundo colega?

-...
-Não está se lembrando de mim? Deve ser por minha pelagem nova!

-.....
-Bast depois que se tocou do meu potencial tem me dado um bom valor.


BAST. Bast. Essa palavra ecoa na minha mente. Me lembro de algo que remeta esse nome e a presença de um gato.

-...Mas claro, devo tudo a Sekmeth.


Sim, agora eu lembro dele. Naqueles tempos tudo era diferente. Definitivamente tudo.
Era um dia quente, assim como todos outros na região árida e de poucas chuvas. Templos imensos estavam sendo planejados, e alguns já estavam sendo erijidos.

Atravessando a cidade em minha busca me distraio e perco para um gatuno meu cordão com o cristal.
Vou imendiatamente atraz dele, não posso perdê-lo. Recupero facilmente, era apenas um garoto. Não amputei sua mão por tal feito, sou contra tais práticas. Tento lhe ensinar porque isso foi errado. Enquanto vejo o garoto partindo fico um tempo parado apenas absorvendo a brisa quente e úmida vindo da direção do grande rio.
As casas são pequenas como pequenos cubos de areia com entradas e janelas recortadas na parede. São simples e se misturam ao ambiente. Sempre com alguns descascados na construção pelas constantes tempestades de areia, mas definitivamente belas pela simplicidade.

Caminhando avisto um templo imponente. Com pilares roliços e mais cheios no centro que nas extremidades. Na parede vejo detalhes que remontam cenários de plantas e animais. Uma bela pintura. A frente do templo vejo duas estátuas como se guardassem o local, são dois gatos pretos e com uma postura elegante, confiante e um pouco amedrontadora.

É o templo de Bast, a deusa dos gatos, da fertilidade, do eclipse. Do subliminar, do oculto, do mistério. Ironicamente o que vejo é um gato branco como a neve do norte, dos homens dragões, e olhos vermelhos como carne fresca. Ele está sendo jogado para fora do templo. Arremessado como lixo. Desgraçado da benção de Bast.
Discartado por um simples defeito, ele não era preto como os outros gatos do templo.

Isso me incomoda, então vou ajudar o pobre animal...

-Que cara é essa? Ta lembrando de algo?
-Então é você?
-Ah! Finalmente!
-hm..Não consigo lembrar do seu nome...
-Se esqueceu mesmo. Nunca tive nome. Nenhum de nós.

Me lembro dele agora, aquele amedrontado e revoltado gato descartado como lixo agora já um sábio, sarcástico e muito confiante de si. Sempre achei graça no seu pessimismo.

-Como ficou com esse pelo?
-É uma longa história, vidas vão, vidas vêem. Você sabe...
-Muita coisa aconteceu então?
-Mais do que você imagina!
-A quanto tempo foi nosso ultimo encontro?
-Ha! deixe me ver... porra, não sou tão cabeçudo com essas coisas como vocês humanos. Mas acho que é uns
co mil anos, talvez quatrocin mil quinhentos... por ai

Como vim parar nessa época? Não consigo lembrar do fim de minha missão. Tenho certeza que ela é a chave para a resolução desse enigma.

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*Se Thimamai(grego) - Saudade, Nostalgia


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Apocalupto (parte III)



.:Ailuros Matias:.


Ouço o som da cidade enquanto caminho suavemente por uma calçada. Passo perto de um bar que está tocando uma música muito alto, disputando com o som de carros que passam em alta velocidade pela rua vazia no (falso)silêncio da noite.
A lua se esconde nas nuvens com medo dos que deviam ser seus servos. O cheiro da rua é sem igual, de uma podridão, como se tivessem misturado cinzas com todo tipo de excressão natural.
Meus caminhos nunca são convencionais, não tenho casa, não tenho para onde voltar, mas sequer sei para onde vou.

Passo por um beco acumulado de sacos de lixo deixados a espera de um caminhão que nunca passa, mas ninguém se importa. Vejo um mendigo deitado no chão, parece morto, está bem ferido, talvez esteja morto, mas que diferença faz? Ninguém se importa.
No reino do lixo as baratas apenas aproveitam seu mero tempo de vida até voltarem para o esgoto.(Não, não estou falando do inseto)

Ainda bem que já consegui furtar comida em um restaurante a céu aberto, não terei que fussar na bela montanha negra de plástico e desperdício.
Agora o que ouço é uma gritaria que vem das janelas, mas logo deixo o lugar. Sigo por uma rua deserta, que prossegue até um portão de ferro, cheio de correntes. Fácil! Não preciso de muito esforço para burlar a segurança. Avisto um velho templo das máquinas, o local da fabricação do inútil. Está aos pedaços. Não sei como não desabou até agora.

Algo me chama até lá, como se fosse uma força muito antiga. Como um elo feito a muito tempo, quando até mesmo o tempo não sabia contar. Algo que deixa meus olhos vermelhos queimando como chamas.
Numa trovoada vejo a sombra do temível passado de um ser, que hoje descansa sobre outra forma. Me parece que ele arranjou um novo motivo para ressurgir, ja era sem tempo. Quem melhor que o senhor das águas para limpar a imundisse desse mundo?
(desde que ele não me molhe)

Não é verdade que todos não gostam de água, mas concerteza esse é meu caso. Chego perto do rapaz sentado apagado, delirando nos mundos de morpheus. É ele mesmo! Ele acorda aos poucos como se não fosse nescessário anunciar minha presença.


Em todas minhas nove vidas nunca me senti tão nostálgico.


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*Ailuros Matias(grego) - olhos de gato


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Apokalupto (parte II)


.:Allis Matias:.



O vento sopra forte hoje. Hoje a manhã está calma. Sinto o calor de uma brisa de verão. Aqueles dias de tempestade passaram. Talvez as coisas estejam mudando. O que um velho como eu pode saber?
- É o garoto se foi.(sussurro para mim mesmo)

Me ajeitando para sentar toco em alguma coisa jogada no chão. É algum tipo de pedra polida, tão lisa que até parece estar liquida. Mechendo nela parece que ela se altera de forma como uma gelatina consistente. mas aperto e percebo que é uma pedra. Segurando firme essa pedra sinto uma mistura de ventos refrescantes como se estivesse sentado perto de uma cachoeira, e a sensação de água morna em dias frios.
O garoto deve ter esquecido isso aqui quando saiu correndo.

Mas afinal o que é isso, ão parece algo normal. É como se emitisse um som constante, totalmente inaldivel para as pessoas comuns. Sinto minhas pernas de oitenta anos de caminhada e sofrimento, de luta contra fome e suor do trabalho pesado. Meus pés já não reclamam ao meu corpo(através da dor) o fardo de carrega-lo por toda uma vida. Até mesmo as feridas que nem por lambidas dos cães, nobres companheiros de ruas, curaram agora já estão melhorando.
Minhas mãos travadas, secas e torcidas já abrem e fecham como plantas carnívoras verdes e vivas.

...Sentindo o efeito do artefato nas minhas mãos, crio esperança que faça efeito em meus olhos, olhos que já viram de tudo e hoje só sobram as sombras do passado remoido e jogado contra um vidro fumê de onde só passa uma suave luz...

Enquanto tenho tolas esperanças mal me dou conta que o que clareara fora minha mente. Percebo que tanto meu raciocíco quanto minhas palavras não são as de costume. Acho que esta pedra serve para nos clarear, banhar nossas impurezas.
Só essa sensação ja me bastaria uma vida inteira, devo agradecer ao garoto, vou partir em busca dele. Tudo isso é bom demais, mas é apenas uma ilusão de um velho cansado. Ele deve estar precisando mais disso do que eu.

Visto uns panos brancos e me levanto amarrando a pedra em um cordão para não perdê-la.
Da mesma forma que esta pedra clareia a mente ela reascende as lembranças. Por incrivel que pareça, consegui lembrar de muitas boas coisas do passado. Então que lembro das histórias que minha mãe contava.
Pobre coitada, que Deus a tenha.
Histórias de magias, de buscas por um sentido da vida, por uma ração de existir. Eu sinto como se eu segurasse esse sentido em minhas mãos, e minha razão é protejê-lo.

É hora de voltar a caminhar...

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*Allis Matias(grego) - Outros olhos


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Apokalupto (parte I)


.:Ygeia:.


Começo a abrir os olhos devagar, estou exausto, como se tivesse batalhado por dias. Ao acordar vejo que a chuva cessou e aos poucos me levanto. O clima está pesado. Olho para o lado e vejo o velho tomando um chá e lembro de ter ido à chuva ontem, mas depois apaguei.
- Senhor, o que aconteceu?
- Não se preocupe. os homi num vão pega você não!
- Ninguém procuraria você aqui - disse ele levantando um sorriso para me acalmar.
Mas o que estava acontecendo?
- Se bem que o que cê fez... mais cedo ou mais tarde eles vão chegar aqui.

Ja sei o que aconteceu. Fui tão tolo de me deixar levar que ele se aproveitou. Preciso correr para não envolver mais ninguém no assunto. Preciso achar um esconderijo. Aposto que, como da última vez, ele manchara minhas mãos com sangue de inocentes. Isso não é bom. Desta vez ele está mais forte.

Saio em direção às estratadas, deixando o velho mago para trás, entro em um tunel subterrâneo. O lugar é grande demais para se esconder. Sigo correndo mais adentro. Pulo umas cercas e sigo em frente. Pessoas gritam e uns homens uniformizados começam a correr atrás de mim. Vou seguindo cada vez mais para baixo até chegar a um grande buraco com duas valas, uma de cada lado. As pessoas esperam na beira da vala olhando, como se esperassem que um dragão saisse de lá ou coisa assim.
Antes de me jogar em tal perigoso negrume, percebo que estou sem meu amuleto, meu colar com o cristal, o único. Então dou um passo atrás, é arriscado demais. E quando tiro meu corpo da direção do vão passa um pilar imenso de metal como uma flecha e para alí.


Penso rápido, eles estão perto e estão apontando algo pra mim. Então eu pulo em sima do pilar metálico exatamente no momento em que estava saindo. Por sorte ninguem me viu, se contasse não acreditaria o quanto aquele lugar parecia lotado. E não acreditaria mais ainda no quanto de pessoas eu vi sumirem pra dentro do pilar, era como se fossem formigas entrando numa centopeia.

Decidi ir deitado, afinal não confio na altura desse tunel, entretanto rapidamente pude perceber a velocidade deste aparato dos novos tempos, aquilo era muito mais rápido que os que eu tinha visto na estrada de perda negra. Eu tinha que me segurar com toda força e temia que as ferragem que passavam contudo em cima me acertassem, meu cabelo parecia com vida própria e até me faltava o ar. Eis que finalmente começara a parar me jogando pra frente lentamente, porém pude me segurar.

Ao olhar para fora vi que estava um movimento maior e homens uniformizados estavam me procurando, como sabiam que eu iria parar ali? Eu teria que esperar um descuido, e então sair correndo, mas senti algo pegar no meu pé do outro lado. Eles ja tinham me achado.
Chutei o que estava me segurando e desci da máquina e segui correndo entre a multidão. Outro tentou me parar e tive de derrubá-lo, não se vive milênios sem se saber algumas coisas.

Subi as escadas trombando nas pessoas e vi que haviam mais três la em cima, um veio me segurar e o outro veio com um bastão contra mim. Defendi o bastão com o pé e puxei sua cabeça contra meu joelho. o que me segurava agora apertava mais forte, pus os pés no chão, deixei ele se debruçar em sima de mim, levantei um de seus pé e joguei com meu corpo ele por sima de mim. Estava correndo em direção a saida quando o terceiro se pôs em minha frente, pulei com os dois pés no meito dele e ja segui em direção a porta quando ouvi um barulho ensurdecedor, só menos habalador que a dor que senti após ouvir o barulho.

Continuei correndo, precisava achar um lugar escondido, segui cruzando ruelas, pulando cercas e desviando das carroças metálicas.
Achei um templo abandonado, estava vazio, muito do que sobrava estava quebrado ou enferrujado. Decidi me esconder lá por um tempo.
Eu estava sangrando, isso não é nada bom, agora que estava sem meu cristal estava vulnerável, estava humano e talvez estivesse mais frágil ainda aos domínios dele...
Não podia me dar ao luxo de ficar inconsciente, dessa vez eu não poderia dormir tinha que manter minha mente no controle.


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*Ygeia(grego)- Saúde, vitalidade

Apokalupto

Prelúdio


Então, finalmente despertei. Sim, despertei e agora para sempre, só preciso recriar meu verdadeiro corpo. Um corpo de massa, um corpo de carne, um corpo de ossos, um corpo de magia. O receptáculo é poderoso, não é a toa que me resistiu por tanto tempo, mas a ferramenta é fraca. Suas apacidades e habilidades não são o suficiente para o que preciso.
Não quando se precisa reconquistar uma cidade, reaver sua vingança e ter de recriar um reino inteiro.

Por enqunto ainda posso aproveitar e fazer o que puder com a marionete que tenho. Ah! Faz tanto tempo que não faço isso, posso senti-lo fluindo, seu corpo se alterando, sua mente ficando confusa, as gotas caindo em seu rosto. Já posso ouvir as vozes do seu pensanmento aos poucos até que eu as esteja falando. Olhos brilham azul como duas safiras. Suas presas se prolongam, seus músculos se contraem, seus ossos estralam.
Sei o limite deste corpo, até onde posso altera-lo, já é o suficiente. Hora de ver do que ele ainda é capaz.
Ha! a quanto tempo não faço isso.. vai ser como nos velhos tempos...

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*Apocalupto(grego)- revelar

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mnemosyne (parte IIII)


.:Polis:.


Adentrando aos poucos esta polis, pude perceber tremendos pilares de metal que produzem uma ilusão de serem transparentes conforme se olha para eles. Tais pilares vos digo é muito maior e mais imponentes que os encontrados no templo de Zeus ou no Partenom, são pilares que seguram o céu e se mantém firmes frente aos mais terriveis ventos, tal qual um dia sonharam os babilônicos com sua torre.
Estou realmente perdido, não vejo nada que possa me indicar onde estou, a estrada de pedra negra vai criando braços e estensões, que cruzam, emparelham-se e bifurcam-se. Céu este segurado pelos pilares parece prestes a desabar, uma tempestade está por vir e eu preciso achar onde me abrigar.

As pessoas estranhas que seguem como os carros indo e vindo nas laterais da estrada parecem não prestar atenção em mim, apesar das poucas que prestam me olharem de forma muito estranha. Percebo que muitas entram e saem dos pilares, que agora me parecem mais torres de fortalezas, mas do que eles pretendem se proteger armando tantas torres de vigia? principalemnte se trantando de torres tão grandes que até mesmo ciclopes teriam problemas para escala-las e a quantidade de pessoas que se revesam saindo e entrando nesses monstros de metal frio.

Observo a minha volta e vejo que uma estrada sobe em forma de ponte onde não há água, apenas mais uma estrada por baixo. Abaixo dela percebo umas cabanas, talvez abrigos de heremitas. Então decido ir até um deles...

...indo em direção a cabana ouço uma voz nada pacifica, me viro e vejo um homem barbado aparentemente mandando eu me afastar de sua tenda, pouco a pouco fui reconhecendo os sons e eles estavam virando palavras para mim, mas não como uma memória recuperada, era como se eu estivesse entendendo a lingua por ser derivada da minha.

Me afasto do que ele chama de "barraco", e o ouço resmungar enquanto entra na sua cabana.
Ao ver esta cena um outro senhor barbado com uma cara gentil porem com muita amargura e sofrimento nos olhos me chama para entrar na dele. Durante toda a chuva o senhor não proferiu uma única palavra, apenas estava recostado em um amontoado de tralhas e olhava para a chuva como que se esperasse que a chuva apaguasse seus sofrimentos e suas memórias.

Por ironia é justamente o contrário que comigo acontecia, enquanto observava as gotas caindo, memórias piscavam e sumiam com a mesma velocidade que as gotas se espatifavam no chão, mas de alguma forma o som da água batendo no chão me energizava, fazia me sentir especial.
Após ficar hipnotizado pela chuva volto meu olhar ao senhor, ele estava rezando por algum deus, seus cabelos brancos estavam oleosos e muito sujos, ele estava magro e abatido e sua barba se é que é possivel estava mais suja que o cabelo, ela chegava a roçar no peito de comprida.

Ligando os fatos me toquei de que poderia se tratar de um sábio hermitão, conhecedor dos segredos da magia e dos mistérios da vida. Magia é o que eu não vira desde que cheguei aquela cidade, ela parecia fria, que apesar do clima de calor, parecia congelada, num vazio profundo de sujeira e agitação. Talvez fosse por isso que tal sábio abandonara sua fé. Olhando para ele, me lembrei que não comia fazia dias, e estranhamente não sentia fome, apesar de estar um pouco mais magro e me sentindo um pouco fraco. Quantos dias já faziam? 2 talvez 3...


....meus pensamentos cederam quando ouvi o senhor dizer:
-O que se faz aqui minino?
ele parecia curioso, mas seu tom de voz mostrava que na verdade não faria muita diferença a resposta.
Fiquei pasmo por estar entendo suas palavras, não a frase completa, mas o sentido eu estava entendendo, como se ele falasse uma lingua e eu automaticamente entendesse na minha.Como se cada som expremisse uma vibração que não precisa verdadeiramente decifrada para ser entendida.
...
-É triste não? - falou ele novamente - a chuva caindo, a chuva... heh... a chuva que no tempo dos meus avós era tudo de bom... era bom pra colheita... agora só traz sujera pra nóis...

Eu estava buscando palavras, não sabia se ele me entenderia quando eu falasse assim como eu o entendia.
...
-Ond...Onde estamos? - consegui falar.

Não sei se ele não entendeu, ou se simplesmente ele não soubesse dizer.
- Sabe que faiz tempo que não me pergunto isso... se tem dinheiro ai? hoje num vai dá pra ismolá!
Eu não sabia exatamente o que isso significava
-Não, não tenho não! - mas com certeza não possuia, estava apenas com as vestes do meu corpo.

- Ah... - sua voz foi baixando até sumir e ele voltou a olhar para o chão.


Ele parecia com muito frio, dei a ele um dos panos que eu vestia. Eu estava achando tudo estranho demais, eu não sentia frio e não sentia fome. Então cai no sono após muito tempo sem um único som além da chuva, esperava eu que mopheus me trouxesse minhas memórias de volta.

...Vejo minha cidade, sim, sou leviathan, eu parto em uma viagem, algo com relação a cristais, enfrento seres mitológicos, eu me lembro... Atlântida... a água esta me chamando, sim foi da água que vim...

Eu acordo e ainda chove, algo me diz que tenho que ir em direção a chuva, esqueço tudo e vou em direção a ela. Então fico parado enquanto ela cai sobre meu corpo, e é como se eu fosse, pouco a pouco bombardeado por lembraças e por informações. Como se a chuva me falasse sobre onde estou, em que era e o que acontecera. Como se eu estivesse me conectando com o mundo e ele me contando tudo o que havia acontecido desde então...

...e eu recuperei lembranças que preferia que ficassem guardadas.
Algo dentro de mim também se lembrou de sua existência e fez meu corpo tremer...

...continua...


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*Polis(grego)- cidade


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Desenho livre

Ultimamente não tenho tido inspiração ou vontade de postar algo mas, sinto como se fosse um compromisso que estou adiando e que quero levar a sério...
Como não tinha nenhum assunto interessante para discutir hoje vai ser na base do improiviso...

Tenho falado muito sobre as coisas e pouco sobre mim...

O que falar, não gosto de ter opiniões sobre mim mesmo, pois qualquer que for será uma ilusão, nunca ninguem sabe como realmente é, pois temos tudo muito embassado na nossa cabeça, sobre nossos atos e sobre o que dizemos.
Pra se fazer a avaliação de qualquer coisa temos de ver de fora, um olhar sem preconceitos e analisar imparcialmente. É impossivel um mergulhador de saltos ornamentais avaliar seu salto.

É a mesma coisa conosco, tudo acontece tão rápido enquanto tudo gira que mal sabemos se realmente estamos fazendo o que pensavamos que estávamos...

Muito pior é tentar avaliar sua razão de existir, e é a pior coisa pra se perguntar! Jamais faça isso, pois você vai chegar a respostas que não gostaria justamente por não poder avaliar quem tu és...

Esse improviso acabou se tornando uma reflexão sobre a auto avaliação haha

Cheguei num ponto interessante! O que as pessoas veêm de nós? O que pensam e acham sobre nós?
Termino com um espaço livre para quem quizer fazer uma avaliação do que sabe sobre mim...

...é isso mesmo, o que "sabe sobre mim" não sobre o que eu sou, pois é impossivel estar na pele de alguem e portanto saber por tudo que ela passou, sofreu e pensou. Portanto, nossas avaliações vem apenas do que conhecemos das pessoas...

Caso não me conheças avalie o que tenho dito nos textos abaixos de tens vontade, se me conheces fale-me sobre meus atos...

Ta aí, uma coisa que eu sempre, a todo momento fico pensando, o que as pessoas pensam e oq pensam sobre mim... Ja ouvi cada opinião engraçada, onde parecia que estavam falando de 5 pessoas diferentes... Cada um com sua compreensão de mundo e das pessoas que a cercam

Até a próxima vez em que tecerei minha rede de raciocínios soletrados em prosa no arquivo digital !!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Possibilidade De Vida Realmente Inteligente


Boa noite para quem lê este diário mental eletrônico imaterial mas bastante subtâncial.

Hoje vim por meio desta falar de vida em outros planetas e o contato das mesmas conosco, mas principalmente falando em vida inteligente, assunto que mais uma vez surgiu de um outro blog, este eu também praticipo, o lesmas velozes.

Muito popularizado o assunto de vida em outro planeta hoje em dia é levado a sério e possui departamentos que investigam tais fenômenos. Temos varias opniões de onde, como, quando e por que?...

OnDe...cientistas afirmam que sim! existem planetas fora do nosso
sistema que são capazes de abrigar vida.

A cultura cinematófila vem falando sobre vida em lua marte e outros planetas aparentemente inabitáveis. Filmes como "missão marte" (muuuiitooo FODA) no dão a idéia de vida em planetas mais próximos e contrariando a ciência. Porém a propria vida contraria a ciência que nunca conseguiu explica-la, portanto não duvido que possam exister seres vivos e talvez pensantes em um deserto vermelho, onde um dia possuiu água, pode ser que estejam sobe a terra onde a água é encontrada. Destaque para a foto recente tirada de um dos robozinhos lá onde parece que tem um E.T. sentado numa pedra.(muito foda)
Isso provavelmente é uma ilusão mas não deixa de dar o clima certo.

Mas para acharmos lugares habitáveis não precisamos ir muito longe, só que desta vez não se trata de um planeta, mas sim algumas das várias luas de Júpiter, a europa por exemplo, cientistas descobriram que na tal lua existe água, e sua temperatura não é tão drásticamente desequilibrada.


Falando em outras possibilidades, temos a de universos paralelos e a teoria das cordas. Essa questão na qual de alguma forma um corpo feito de matéria de algum modo poderia passar de uma dimensão para outra. As vezes eu me encanto ao pensar na possibilidade de por exemplo existir vida por detras do expelho, e que como que por regra ou algo assim sem que percebamos fazemos a mesma coisa que o espelho. (opa viajei demais) Um filme que quero acrescentar é "O Confronto" do Jet Li, onde o vilão vai de universo em universo paralelo matando suas versões para ficar mais forte. Outro que fala sobre mundos paralelos é o hellboy onde os demônios polvos estão em uma outra dimensão.

O quesito que entra na pergunta do onde? É a questão da distância, caso não exista vida em nosso sistema além da nossa os ETs só podem vir de galaxias distantes ai entramos na questão do como?

CoMo...Para muitos filmes existem idéias de naves poderosas, portais dimensionais, buraco de minhoca, buracos negros, e até religiões em geral tem coisas sobre como chegar em outros mundos... ....nesse caso, os outros mundos seriam céu, inferno, hades, nirvana, cidade de prata, dentre outros... Agora, como? outras galáxias estão a milhões de anos luz de distância, e a maioria de pessoas comuns pensa, hmmm é soh eles dominarem a velocidade da luz que eles chegam rápido...
Eééééé.... não! Se eles estiverem na velocidade da luz vai demorar milhões de anos ainda, ou seja, para poder chegar aqui eles teriam de dominar algo além da velocidade da luz. Então aquela sonhada máquida que voa na velocidade da luz do Star Wars é furadassa!

Já que velocidade não basta a próxima opção seria os buracos negros, que tal pular em um buraco negro e ver em que parte da galaxia voicê vai para? Essa é a idéia mais tola dos mundanos, entrar em um puraco negro é como entrar em um liquidificador, vc não vai pra lugar nenhum! OS buracos negros são estrelas que perderam energia e explodem e comam a sugar tudo que está envolta, penso eu para voltar a ter energia e ser uma estrela de novo, sei lah...

Cientistas procuram por worm-hole na tradução ficaria algo como buraco da minhoca, esse sim é um portal onde existem duas entradas e saidas, seria como um tunel de grande extensão e velocidade, simplesmente se sai do outro lado quase que instantâneamente. Mas ainda é um estudo que não traz nenhuma certeza.

Quanto a protais dimensionais, por enquanto fica só a imaginação, não sabemos sequer se existem universos paralelos, então não podemos criar um portal por assim dizer, mas nada impede de ETs criarem...

Uma grande teoria não muito abordada é a da morte, talvez quando morremos nosso espírito viage pelo universo, para os que conhecem a história dos exilados de capela devem saber do que estou falando. Talvez a própria morte seja um meio de viajar entre as dimensões, ou para outros planetas. Segundo uma crença espirita, nos seres humanos somos os seres que foram exilados de capela, e capela é um outro planeta como o nosso e quando evoluirmos espiritualmente poderemos voltar...Não é a toa que o mundo é assim haha... somos a escória...

Essa idéia de capela é interessante, mas não precisamos ir tão longe, temos também como exemplo o inferno, keanu Reeves que nos diga quando seu personagem vai para uma outra dimensão no filme "Constantine". Eu tenho uma teoria que acredite se quiser eu criei, e que foi muito inspirada no filme "Missão Marte" não confundam com "Marte Ataca" hahahhaha

Então, a idéia é o seguinte, assim como nós de certa formas viemos de marte, talvez estejamos fazendo uma evolução espiritual, e tudo mais e assim vamos nos aproximando do sol. Entendem? É que tem muito mais coisas por traz, mas se luz é divina o sol é oq? Isso é algo que comento outro dia.


A próxima pergunta é quando? pois eles podem ja ter vindo pra ca, temos provas físicas de seres vindos do céu em muitas culturas. E também eles podem ser de antes de nós.


QuAnDo.... Todos já ouviram falar de "Eram os Deuses Astronautas", um livro best seller que fala justamente sobre essa possibilidade de seres extra-terrestre terem influenciado nossa cultura ou até feito experiências geneticas em nós para que fossemos o que somos. O que mais nos insentiva a acreditar nisso é o simples fato de só nós sermos "evoluidos" intelectualmente neste planeta. Acretido que graqndes civilizações podem ter tido contato com eles e até divinizado eles por terem tamanho domínio da matéria, entre outras habilidades especiais...

Um filme recente que toca no assunto que eu curti pra caramba é o "Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal".
Sobre Ets no passado e coisas misteriosas afim recomendo o site Misterios Antigos!Nisso chegamos a ultima e principal pergunta...Por que????

PoR qUe....Os motivos principais ao meu ver seriam, ampliar conhecimento, habitação, adquirir alimentos ou compartilhar conhecimento. Ou até mesmo tudo junto.



Ampliar conhecimentos pode parecer algo bem tranquilo e pacífico, mas dentro desse quesito se encontram pesquisas com seres humanos, o que nos leva a abdução. Quem nunca teve medo de ser abduzido, ou acordar em uma maca com borrões cinzas mechendo em você. É possivel que eles venham a terra para nos analizar e colher material de pesquisa, assim como fazemos com ratinhos brancos. Essa hipótese é medonha se pararmos para pensar, talvez pessoas que tenham poroblemas genéticos foram apenas experiências, ou pessoas que são atormentadas pelas drogas e querem largar e não conseguem pode ser extraterrestes nos drogando como fazemos com os ratinhos.

Esse lado invasivo das abduções só pode ocorrer se eles forem muito mais desenvolvidos que nós para que nos peguem sem que percebamos, e apaqguem nossa memória e tudo mais. Talvez eles ainda não nos alcançaram e estão tentando contato, e só quando conseguirmos alcançar tal tecnologia poderemos ouvir sua mensagem e até responder. OU então estão fazendo pesquisa de campo, estão estudando nossos hábitos, e nossa comunicação disfarçados de seres humanos, com tamanha tecnologia que podem ser literalmente humanos, não só em aparencia...

Outra possibilidade é a de habitação, seres esses que perderam seu planeta natal e se abrigam aqui de um jeito meio "MIB" sabe, entre os humanos vivendo normalmente, de forma meio que clandestina. A outra possibilidade relacionada com habiutação seria como a que ocorreu entre os espanhóis e os indios da américa latina, uma simples aniquilação!

Chegamos a opção deles virem para cá se alimentarem, assim como o filme "Guerra dos mundos" onde eles saem comendo nóis!!! huahau Nessa opção eles podem ter exaurido todos os bens de seu planeta assim como aospoucos estamos fazendo, até não sobrar nada, e então tiveram que ir para outro planeta para se alimentar e procirar. Ou até mesmo seres como o Galactus no filmes do quarteto fnatasitico, que são formas de vida de um visão diferente e eles literalmente se alimenta dos planetas!!


E enfim a possibilidade deles estarem aqui para nos guiar e nos ajudar pos de alguma forma somos irmãos, e eles tem um coinhecimento muito importante que nos ajude a compreender melhor tudo, a vida, o amor, e porque sofremos tanto. Para que possamos evoluir espiritualmente e alcançar a plenitude e controle do pensamento e a pureza dos atos para que nos tornemos tão fortes e criemos nosso próprio planeta com vida para cuidarmos...



E talvez um dia sejamos nós que vamos atrás de contato com outros planetas, seja para sermos maus e querermos dominar o planeta como ja é bem característico nosso, ou para conseguir contato pacífico entre outras civilizações afim de ampliaremos nosso entendimento do todo... huahuahuauh

Outra questão que gostaria de abordar é e se eles ja ma
ntem contato? e se temos mais arquivos sobre eles do que pensamos. Todos conhecem a boa e velha área 51, onde os casos de extraterrestres são supostamente estudados e desvendados. E se tais organizações de mesmo cunho intelectual ja mantem contato ou possuem várias informações sobre eles, casos como roswel, et de varginha dentre outros casos famosos. Talvez já temos contato e não sabemos.


Hoje a ufologia está a cada dia sendo mais levada a sério, o conjunto dos estudos da astronomia, astrologia, da fisica e da matemática estão nos levando a novos conhecimentos, mas sempre com os olhos fixados nas estrelas. Estudos recentes estão começando a olhar para baixo e perceber que temos muitos mistérios ainda a serem desvendados em terra e mais especificamente em mar. Surge então a teoria dos OSNIS(Objetos Sub-aquaticos Não Identificados). Se pararmos para pesnar não conhecemos piciroca nenhuma do mar, e relatos estão sendo estdados de supostos discos voadores que saem do oceano. Seria possivel existir uma raça de seres vivos sub-aquaticos tecnologiacamente desenvolvidos, ou quem sabem E.T.s possuam bases no fundo do oceano para que possam ficar por aqui, ou até um portal submerso.


Conclusão, se ETs existem, e eles tem conhecimento de nossa existencia também eles concerteza sabem mais sobre nós do que nós sobre eles, o assunto de vida em outros planetas e de inteligencia alienígena ainda é um mistério e talvez sempre seja. É possivel também que um dia nós sejamos os ETs, assim como no filme que será lançado "Battle for Terra", onde nós somos os invasores. Por enquanto o que podemos fazer é apenas crer, e é justamente isso que nos dá muitas vezes a ligação de extraterrestres com religião, talvez nada tenha a ver uma coisa com a outra, mas até o dia em que soubermos tem muito tempo.


nussa viajei... É por ai pessoal, demorei pra caramba pra fazer esse post que por vezes até me perdi, mas deu pra perceber que já cheguei a estudar bastante o assunto neh XD...eu era viciado nisso quando pequeno e ficava me borrando na internet pesquisando sobre isso...eu tinha muito, muito medo mesmo de ET haha
E a imagem mais foda que já vi é essa aqui abaixo!!!


Da até uns calafrios não?


Sabe o que eu acho disso tudo? Se eles já mativeram contato ou mantém, não faz a mínima difença, afinal tudo continua como está e não sabemos de nada. Se eles intervirem futuramente em nossos assuntos mundanos a vida seguirá seu curso do modo que puder e não fará nenhuma diferença, Afinal somos menos que poeira espacial!

Bom é isso ai, até a próxima abdução mental sobre assuntos variados!

domingo, 1 de março de 2009

Extensão cerebral


Mc. Luhan uma vez disse em um de seus livros que os meios de comunicação são extensões do nosso corpo mas, pensando de uma forma mais simplória todo tipo de nova tecnologia tem servido de extensão, não apenas os meios de comunicação.

Temos como o carro extensão das pernas, pois o princípio das pernas é para que nos movamos, casas e prédios como extensão da nossa pele, considerando como objetivo da pele nos proteger. E assim vai com máquinas que são para nos dar forças onde já não agüentamos mais, e também para superar nosso cansaço.

Desde uns tempos para cá já estamos fabricando algo que substituirá nosso cérebro, pois ele já esta ficando desatualizado, já não esta mais sendo capaz de conseguir administrar todas as extensões que possuímos agora. Por exemplo, ferramentas e técnicas há de montes para produzirmos um filme, porém já não temos mais a capacidade de alguém que domine todas para fazer as melhores escolhas, do mesmo jeito que não há alguém que domine todos programas de computador para criar projetos ainda melhores.

Estamos caindo na repetição, apenas refazendo o que já foi bem feito antes, estamos caindo na rotina. As músicas são todas iguais, os filmes estão ficando repetitivos, pouco (ou quase nada) se salva das indústrias, musicais, automobilísticas, cinematográficas. Até mesmo os carros estão ficando cada dia mais parecidos, com exceções de algumas releituras aqui e ali.

Lógico que o ser humano não é substituível... Ainda... pois possuímos a capacidade de embaralhar tudo para fazermos algo criativo. Algo realmente surpreendente que acontece no nosso subconsciente e que nós sequer fazemos idéia do porque. Por isso ainda há exceções, ainda existem verdadeiros artistas.


Essa nova extensão que possuímos nos ajuda com falhas na matemática, na memória e na organização, mas ainda não conseguimos administrar tudo corretamente na nossa cabeça, talvez precisamos de uma extensão de ação direta e não indireta como os computadores. Algum tipo de chip, hd ou algo além que seja diretamente ligado a nosso cérebro ampliando nossas capacidades mas, acima de tudo precisamos valorizar a criatividade, as idéias e a imaginação.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Humanos, seres artificiais



Estava discutindo com uns amigos sobre a questão de se relacionar com seres artificiais, ou robôs com sentimentos. A idéia surgiu do post que ele fez no blog On Bytes, de onde se originou essa discussão e decidi postar parte da minha opinião. Aqui exponho pensamentos um tanto quanto impactantes e que não digo que seja exatamente minha opinião, mas que são interessantes para serem refletidos.

Eu acho que quanto ao lado de não se relacionar com um ser artificial porque ele viveria muito mais não se encaixa, porque pensando bem até isso ser possível nós já estaremos clonando órgãos e adaptando partes biotecnológicas ao nosso corpo e também estaríamos vivendo mais. Quanto a robôs terem sentimentos ou não, eu vou jogar uma opinião um tanto quanto ateísta e subversiva mas que é para ser pensada: quem disse que nós temos sentimentos e emoções? Se pararmos para pensar todo tipo de sentimento tem uma razão lógica por traz.

Por exemplo você tem medo de palhaço pois um dia ele se mostrou muito invasivo assim afetando seu instinto de defesa, e por possuir uma aparência que não condiz com o natural.
Ou sente atração por uma garota pois percebe, mesmo que no subconsciente, que através de sua pele sedosa e bochechas rosadas ela está ovulando e exalando hormônios, ou que ela parece ser bem qualificada para procriação por possuir um quadril bem largo, para que quando grávida acomode melhor o bebê.

Não vou poder ficar dando exemplos, pois seriam infinitos os motivos, e outra coisa que afeta nosso humor e emoções são nossa saúde e os nossos hormônios, de forma que uma pessoa com maior indicie de testosterona no corpo se torna mais agressiva, mais impaciente e estrógeno o contrário, mais delicada e sensível. E não se esqueçam que tais hormônios existem tanto no homem quanto na mulher.
bom, tenho muitos outros exemplos mas resumindo... o que quero dizer é que: quem prova que somos tão especiais, emotivos e sensitivos? Talvez sejamos Apenas Macacos com um celular na mão!

E se sentimentos e emoções forem associações lógicas, talvez a máquina que se parece tanto conosco por pensar binariamente,(sim não, bem mal, ligado desligado, 0 1) possa se desenvolver um dia para se tornar semelhante a nós, e talvez melhor. Se um dia uma máquina aprender a pensar e imaginar nossa raça estará com os dias contados.

Agente quer "evoluir" mas não sabemos pra onde e nem porque!!

Dance Monkeys, Dance!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mnemosyne (parte III)


.:Urbs:.


Seguindo pela floresta me perco. Apolo não está ao meu favor, não vejo sequer o sol para me direcionar. Estou sujo de barro e sangue, tento seguir o som de um riacho. Me aproximo aos poucos seguindo o som das águas arrebentando nas rochas. A fome me abate, tomara que haja peixes nesse rio para eu comer.

Chego ao rio, pesco alguns peixes e tomo meu banho. Por sorte nenhuma náiade tentou me levar para as profundezas e não encontrei nenhum sátiro irritante pelo caminho. Apesar de me encontrar com aquela fera parece que a floresta não possui criaturas. Tem algo de errado com ela, não vi uma fada sequer. Enquanto mergulho meu rosto nas águas tenho lembranças da minha cidade, do meu povo, lembro do nosso respeito pelo mar e pela lua, possuíamos grandes conquistas e vários avanços inimagináveis para as demais civilizações. Estávamos passando por uma época próspera quando a guerra chegou.
Após o banho e a refeição sigo em frente pela floresta. Agora ouço sons diferentes e contínuos, um tumulto abafado de sons que parecem estar passando velozmente. Entre as árvores logo a frente avisto uma estrada, devo estar perto de algum vilarejo.

Saio do mato e dou de cara com uma estrada toda feita em pedra negra e áspera e com criaturas jamais imaginadas. Criaturas estas com armaduras e pernas muito curtas, mal consigo ver as pernas pois a criatura se move muito rápido e suas pernas não se movem, são pequenas patas negras com um casco metálico lateral.


Talvez tais criaturas possam ser domesticadas, para que eu possa voltar ao meu povo, está escurecendo e ainda não sei onde estou. Avisto uma criatura de olhos brilhantes maior que as outras parando, deve estar descansanda. Ela possui um tipo de cabana em cima dela. Uma pessoa sai de dentro dela, talvez isso não seja uma criatura...
...que tipo de conhecimentos esse povo possui? E com ele parado posso perceber que são rodas, mas não são de madeira ou qualquer outro material que conheço. Vou adentrar a parte traseira antes que o senhor que guia esta coisa volte ao seu lugar.


Quando chegarmos à algum vilarejo ou polis descobrirei para onde ir, enquanto isso ficarei escondido nesta coisa. Dentro dela vejo animais presos, me junto a eles enquanto o objeto se move. Ele é assustadoramente rápido e temo pela minha vida. A viagem é longa, já devem fazer dias que estou aqui dentro. O objeto faz mais uma parada, e checando os animais ele me percebe, não consigo falar sua língua mas percebo que ele está bravo, ele aponta algo para mim, um tipo de bastão com um cabo metálico na frente, nada ameaçador.

Ele segura minhas vestes e continua apontando seu cajado contra mim, eu o jogo no chão e chuto para o lado o cajado, quando ouço um estouro vindo dele. Este homem deve ser algum tipo de mago ou sacerdote, tenho que tomar cuidado. Ele tenta lutar para pegar o cajado de volta, eu o pego primeiro e aponto para ele, mas não sei usá-lo. Fico um certo tempo apenas apontando contra ele até lembrar que ele colocava o dedo em algum lugar, enquanto procuro o lugar examinando a coisa aperto uma alavanca e uma explosão ocorre e me joga pra traz. Jogo o objeto maligno para o lado e vou em direção ao homem, e percebo que ele foi atingido pela magia do cajado, e perde um pedaço do braço.

Ao perceber o que fiz saio correndo, não imaginava que fosse uma magia tão poderosa. Sigo pela estrada negra até avistar algumas casas e monumentos extraordinários, é realmente uma civilização muito avançada. Avisto mais e mais objetos sobre rodas indo e vindo de todos os lados, as casas e monumentos são todos de ângulos retos, precisamente colocados, me lembra um pouco meu lar, mas é totalmente sujo comparado de onde vim. As pessoas estão vestidas com vestes estranhas, não usam apenas panos, são vários materiais. Será que estou muito longe? ou em outra época? ou outra dimensão? Tenho que achar o caminho de volta, mas como?


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*Urbs(latim)- cidade

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Conflito de Teseu

Descobrindo como funciona a cabeça de alguem, como ela pensa e porque age da forma que age...


...Toda mente é um labirinto cheio de portas, e as lembranças são as chaves para essas portas. Só o próprio labirinto tem as chaves pra suas portas, mas ele pode compartilhar algumas memórias com outras pessoas, mas é difícil compartilhar todas, e muitas vezes para se entender o labirinto precisa-se de mais do que o próprio labirinto pode fornecer como se certas portas ele não soubesse qual é a chave...nossas experiências de vida criam as portas da nossa existência como ser pensante e emotivo....








...Somos nada além de hormônios, impulsos elétricos e instinto de sobrevivência?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mnemosyne (parte II)


.:Amnesia:.

Saio vagando pela praia interminável, atravesso uma trilha de rochas com musgo, a maioria perigosamente inclinadas. Vou me afastando de onde vim procurando respostas, enquanto olho para a selva ao meu lado procuro respostas, mas minha mente está tão fechada quanto o mato que acompanho, impossível ver uma espécie viva, nem sequer pequenos insetos, nem sequer pequenas lembranças.

A selva se fecha para se proteger, do que me protejo tentando esquecer? De nada está adiantando vagar pela praia, pode ser perigoso adentrar o matagal, o mato é alto chegando na cintura e as árvores estão umas perto das outras, quase a luz não chega para as plantas que ficam abaixo. Está escurecendo e lá não é um bom lugar para passar a noite, é melhor seguir em frente.
Olho para as ondas enquanto elas vêm e voltam em um ritmo hipnótico, a noite vem chegando e com ela o frio. Já posso ver o esplendor de Diana, é lua minguante e nunca tinha visto tantas estrelas no céu, até mesmo porque não tenho lembranças de antes de hoje.

É hora de dar uma parada, vou descansar por entre as pedras com musgos que avisto logo a frente. Me encosto num amontoado de pedras de tal forma que consigo ficar protegido debaixo de uma delas. Estou quase adormecendo com o delicioso som das águas quando todo aquele silêncio perturbador da selva cessa e traz a tona centenas de sons diferentes, de criaturas que parecem apenas esperar que eu durma para me devorar.
Volto a pensar sobre meu passado, tento reaver alguma lembrança, e os aterrorizantes sons do mato me trazem imagens mas, me desconcentro após sentir a água batendo em meus pés, tinha me esquecido das marés. Esta noite não poderei dormir, terei de entrar no mato fechado ou serei devorado pelo mar.


Dentro da selva está escuro, denso e o ar está pesado, posso ouvir passos, estou sendo observado, como posso andar se mal vejo por onde piso? Os passos se aproximam, posso até ouvir a criatura lambendo os beiços. É hora de correr. Corro incessantemente penetrando no terror noturno, sinto folhas batendo nos meus braços e galhos arranhando meus pés. Trombo em galhos e árvores, mas não paro de correr. Meus passos estão na velocidade do meu coração. Eu tropeço em uma raiz de árvore e começo a rolar barranco abaixo.

Enquanto caio parece que o tempo se tornou lento e pesaroso, e enquanto caio devagar minha mente começa a pulsar cuspindo memórias. Vejo uma cidade bela esculpida em mármore branco, pessoas caminhando nas ruas até que uma sombra engole tudo. Vou com tudo de encontro ao chão, sinto nas minhas costas uma mistura de folhas, barro e alguma coisa em decomposição. Enquanto me levanto percebo que alguém me espera salivando de onde eu cai.

Agora posso ver a criatura parcialmente, é um grande felino que salta em minta direção. Sem saber o que fazer pego algum galho no chão e o golpeio o abdômen do animal e enquanto o galho rasga a pele da criatura que me abraça com as garras rasgando minhas costas, começo a ter mais lembranças. Jogo o animal para o lado, ele cai e então me lembro: Eu sou Leviathan!!

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*Amnesia(grego)- esquecimento

Mnemosyne


.:Despertar:.




Abro os olhos cansadamente. Minha mente está confusa. Enquanto começo a me dar conta de onde estou e ter noção de que ainda existo. Dores se espalham sobre todo meu corpo, não consigo me mexer plenamente, meus membros já sentem a ferrugem do tempo.
Me levanto cambaleante, ouço o vento deslizando sobre meu corpo e sacudindo minhas vestes. Posso também ouvir o som do mar juntamente com o cheiro de areia molhada, mas não ouço som de vida alguma a minha volta como se o tempo tivesse parado deixando em movimento apenas o vento e o mar.


Está um dia claro sem uma nuvem sequer no céu dando a sensação de que não há separação entre céu e mar, não é a toa que Netuno e Júpiter são irmãos.
Esta calmaria provem da tempestade já passada, da qual não consigo me lembrar. Apenas relâmpagos de imagens que vão e vem como as ondas, minha mente está na mesma situação que esta praia, tranquila, porém vazia e confusa, perdida no tempo.

Como vim parar aqui? não vejo barco ancorado e muito menos pegadas na areia, após pouco pensar percebo que mal sei quem sou. Não tenho memória alguma de antes de acordar. Preciso saber quem sou!

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*Mnemosyne(grego)- memória

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Kalendas ReGenesis


Falamos do réveillon como se tivéssemos falando de um portal que se atravessa e jamais pode voltar... Como se o que encontrássemos dentro deste portal fosse totalmente diferente do que estava para trás. Tola esperança humana de achar que as coisas melhorarão por si só. Será que explodir cores em forma de bombas no ar ajuda a purificá-lo e fazer com que as coisas dêem certo? Ou talvez encher a cara com a famosa substancia frisante que estoura nessa época, para assim esquecer dos erros?
Acho melhor pular sete ondas e jogar sal pelo ombro que tal?
Tempo, tempo, ficamos apenas esperando...
um dia inteiro para comemorar a espera! A espera de um novo dia... pessoas confraternizam e ficam de olho no relógio... até fazem contagem regressiva...
Mas contagem para o que? o que vai acontecer de tão interessante? Áh! o relógio vai mexer o ponteiro de minuto alguns graus°.

O problema é que os olhos que estão compenetrados na mudança de segundos, não mudam e para eles o mundo não muda... O mundo é o que vemos dele e principalmente o que fazemos dele! Se você precisa salgar umas batatas fritas atrás de você jogar sal pelo ombro pode até servir... mas se quer um mundo melhor acho que precisará fazer mais que isso!

Não que as pessoas estejam erradas, elas só não querem fazer certo.
Ficam esperando a virada para fazer votos e promessas de mudança por que acham que por ser uma virada de ano isso faz com que essas mudanças não possam dar errado... Já deram, pois você esperou o ano virar para fazê-las!

tente começar uma promessa no momento em que perceber que precisa mudar!
A maioria das mudanças acontecem quando você não fica esperando que elas mudem... Pense no modo como age e tente se corrigir no momento em que o erro acontece, se policie! e se discipline! Mas tente ver o lado bom das coisas acima de tudo!!! O mundo é o que você vê dele!!!


e... Feliz Ano Novo!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

meNte pErtUrbadamente tRanquilA

Estou em atraso com meu desabafo criativo virtual, situações e pensamentos não me faltam só me falta um impulso maior e cola prit para minhas palavras cruzadas.

Haha legal falar complexo... (momento infantil)
Até agora não falei de quadrinhos, nem de animes, nem de artes marciais, do que falei então? Os assuntos que gosto não me vieram em textos e não viraram um post...

A raiva passou,(postagem de baixo) mas o que sobra é o velho pensamento de que o bem só existe por causa do mal, ou seja, ta tudo certo, por que acontecendo coisas boas ou ruins, dá na mesma, com alguém teria de acontecer. Quem sabe nesse esquilíbrio de forças depois me venha algo de bom na troca equivalente da lei natural das coisas.
Alias falando em falar complicado valeu Tadeu, você que me ensinou essa arte de complicar o incomplicavel. Não que isso seja algo ruim, jamais, da prestígio e da mais valor quando é mais complicado e trabalhoso. Não existe um artista, designer, músico dentre outros que tenha fama que não seja extremamente complicado e cheio de segredos e curiosidades bizarras. haha

Após saber que Alan Moore é um barbado estranho louco de pedra, fiquei mais tranqüilo em dizer que a minha dedução está certa, o que a de bom é ser polêmico, e se você não concorda comigo melhor.
O que importa é...
seguir em frente...
olhar para traz*...
e valorizar os mínimos detalhes do presente...

*(não me venham com essa de nunca olhar para traz, pois tudo que temos de bom e sabemos de melhor foi aprendendo com os mais antigos!!!)

Dance Monkeys, Dance!!!

O Saber do saber

Mestres... mentores... professores;
Como diz o ditado quem sabe faz e quem não sabe ensina;
A situação complica quando alguém se julga tão importante a nível de achar que sua má avaliação de uma pessoa representa prestígio para a mesma.
Na confuSão da mente de um mestre homem vira mulher e 10 é 9,5!!! E por esmola! A hipocrisia continua de um discurso de não comparação à uma comparação com a salA inteira e renovação da nota...
Avaliação é feita individual e sempre com a pessoa a ser avaLiada em mente, a qual seu nome mesmo? A sim você tem um número taxado na testa e uma pLaquinha de idiota!
Sou compreensivo, mas não quero decifrar os ecos do seu pensamento transmitido em onda. O pacifismo é engolido pela raiva na minha mente, mas por poucos segundos, pois o mestre da paz é muito melhor que o monte de esterco que se Encontra na minha frente. Apesar de com essas palavras agressivas, tento diSseminar a paz e tentar relevar! Rá! haha...

"Eles podem torturar o meu nome, podem me menosprezar, podem até matar minha presença. Então só terão meu desprezo, mas jamais minha criatividade" Meu hatman Grande